Publicado em Escrita criativa

A vida e as cores

Uma praça em Buenos Aires

Eu vejo a vida em cores.

Verde escuro opaco é o máximo que consigo aproximar o leitor da cor que tenho em mente. Essa cor quase torna tudo ao redor escuro, deixando apenas uma pequena luz ao redor da moça que escreve sobre uma mulher que vai embora sem dizer adeus e se entrega para o mar. É um verde angustiante.

Angustiante também é o cinza, um cinza quase como o céu londrino em dias em que os turistas deveriam estar vendo o Big Ben, mas estão presos em um prédio próximo porque simplesmente não para de chover. Esse cinza é constante, é a cor do vazio.

Mas o vazio nem sempre é ruim. Também existe um branco-neve, daqueles tons que só os esquimós saberiam diferenciar; um branco que é vazio e ao mesmo tempo cheio. É o branco da paz de espírito; o branco tão difícil de aparecer. O branco que todos buscam.

A busca tem tom pastel, meio lilás-aconchegante. Daquelas que vêm junto ao pôr do sol, daquelas que só quem observa bem consegue distingui-las dentre todas as infinitas tonalidades.

E, às vezes, as tonalidades explodem, se tornando tão coloridas quanto o pisar em solo dublinense pela primeira vez, tão coloridas quanto a alegria que de repente toma conta do ser ao se dar conta de que está vivo. E estar vivo, algumas vezes, é tudo que importa.

Que sejamos sempre explosão de cores!

Autor:

Leitora assídua, tradutora, intérprete (sim, são duas coisas diferentes), bookstagrammer, escritora em construção. Hipérbole é meu nome do meio.

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