Publicado em Resenhas

Números

Foto por Black ice em Pexels.com

Números.

Somos mesmo mais que eles?

Uma avaliação com números não deveria valer mais do que mil palavras positivas.

Bom, se os números não me deixam em paz nem quando estou escrevendo um argumento contra eles…

É 0 a 5, 0 a 10, é 0 a 100. É 73 por apenas algumas letras trocadas. Insignificâncias que me diferenciam de um robô. Mas vai dizer isso para o dono da empresa! Ele certamente se surpreenderia com o fato de eu não ser um robô…

Algoritmo, autoestima, alto lá!

Uma coisa não deveria estar conectada à outra!

Conectada, outra palavra infeliz. Tão infeliz que parece um número.

4498, 4497, 4480. Nossa, o que eu fiz? Será que é minha campanha para conseguir comer que está afastando as pessoas? Será que as pessoas me querem apenas para que eu também seja um número para elas? Será que o que eu tenho a dizer não interessa? Será que eu deveria ficar calada para sempre? 

Para não ficar calada, silencio. Reflito. Respiro.

Conto até 10. Me irrito com a aparição até na meditação dessa maldição. Depois, dou risada.

Uma risada alta que atinge todos os cantos da casa. Minha casa física, onde finco os pés; minha casa-carne onde ficam meus pés.

Me aterro. Me lembro. 

Sou uma pessoa. Uma pessoa com 6 letras. 

Uma pessoa de letras. 

Autor:

Leitora assídua, tradutora, intérprete (sim, são duas coisas diferentes), bookstagrammer, escritora em construção. Hipérbole é meu nome do meio.

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