Publicado em Resenhas

Solo raso – Sandro Muniz

Esta resenha foi originalmente publicada no meu perfil do Instagram em 24/10/2020.

Pedro é um arqueólogo que passou por uma situação traumática em um dos campos em que colhia materiais e, por isso, é enviado para trabalhar em outro estado (e, ao mesmo tempo, secretamente tentar impedir que uma ilha seja desmantelada em prol do capitalismo). ⁣
Só que o que era para ser apenas um trabalho para ajudá-lo a se recuperar de um trauma passa a ser uma investigação clandestina sobre o desaparecimento misterioso de mulheres, campos minados, padres que não são padres e sobre as verdades históricas contidas nesta ilha esquecida Brasil adentro.⁣

Com capítulos alternados entre personagens principais e coadjuvantes, Sandro Muniz vai criando uma atmosfera que não sabemos exatamente como definir, mas que constrói a história de maneira singular. O autor chega até a fazer experimentos muito interessantes em determinados capítulos, o que dá uma aura ainda mais peculiar à obra. A temática em si é outro ponto de destaque, pois gera reflexões acerca das realidades a que estamos acostumados e sobre as bolhas que, inevitavelmente, acabamos colocando ao nosso redor. ⁣

“Como o sapo, que é colocado na panela ainda fria no fogo, morre porque não percebe que a água ferveu, as pessoas são acostumadas com o vil e as barbaridades do dia a dia em que estão inseridas. São violentadas em silêncio, vivem morte e injustiças todos os dias e passam por isso como se tomassem banho ou comessem. É a institucionalização do antiético. É ingenuidade desejar que aqueles que dominam favoreçam um modo de educar que proporcione aos menos favorecidos perceber as injustiças sociais de maneira crítica, isso acabaria com a dominação dos ricos.”⁣

Além de todos os argumentos acima, a trama, apesar de ser ficcional, tem alguns pontos baseados em fatos (que eu desconhecia, aliás). Definitivamente original e bem pensado!⁣

Solo Raso está incluso na assinatura do Kindle Unlimited ou pode ser comprado por apenas R$ 8,99 na loja Kindle. Para adquiri-lo, basta clicar aqui.

Autor:

Leitora assídua, tradutora, intérprete (sim, são duas coisas diferentes), bookstagrammer, escritora em construção. Hipérbole é meu nome do meio.

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