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Indicados ao Oscar 2021– filmes baseados em livros

Todo ano é a mesma história: me proponho a ver todos os filmes indicados ao Oscar e, depois, me esqueço completamente.

Este ano foi um pouco diferente, graças a uma alma caridosa no Instagram que compilou em um template todos os filmes, curtas e documentários indicados para a 93ª edição da premiação. Com isso, consegui assistir (até agora) 30 dos títulos desta lista. Um recorde de uma vida inteira.

Como vários desses filmes são adaptações de livros, decidi trazer para vocês uma lista com 6 dos filmes desta “subseleção” de que mais gostei. São eles:

Era uma vez um sonho

Título original: Hillbilly Elegy

Indicado ao Oscar nas categorias de melhor atriz coadjuvante (Glenn Close) e maquiagem e cabelo. (Cadê a indicação da Amy Adams, gente??)

Baseado no livro homônimo de J.D. Vance, o filme conta a história de uma família desajustada, onde todos têm muitos sonhos, mas também muitos obstáculos pelo caminho. O filme me deixou pensativa sobre os caminhos que escolhemos seguir e até que ponto podemos escolher as pessoas que amamos em detrimento de nós mesmos. Recomendo muitíssimo!

O filme pode ser assistido na Netflix e o livro está disponível em capa comum e e-book (também incluso na assinatura do Kindle Unlimited, que está de volta com a promoção de R$ 1,99 por três meses).


O céu da meia-noite

Título original: The Midnight Sky

Indicado ao Oscar na categoria de efeitos visuais.

Baseado no livro Good Morning, Midnight, de Lily Brooks-Dalton, O céu da meia-noite conta a história de um cientista que escolhe ficar para trás enquanto os últimos seres humanos deixam a Terra, que já atingiu seu ponto máximo de destruição. A história muda de rumo quando o personagem interpretado por George Clooney descobre que não é a única pessoa que foi deixada para trás. Em paralelo, acompanhamos a jornada de um grupo que está tentando voltar à Terra com suas descobertas sobre um planeta que pode ser um novo lar para os seres humanos, até que perdem a comunicação com a Terra e começam a desconfiar que há algo terrivelmente errado.

Eu ouvi o livro de Brooks-Dalton na época em que ele foi lançado, em inglês, e gostei muito, mas me lembro de ter ficado um pouco decepcionada com a divulgação como ficção científica quando, na minha opinião, o livro está mais para um drama. Apesar de o mesmo acontecer com o filme, por ter ido sabendo o que esperar, consegui amar absolutamente tudo da versão cinematográfica.

O filme pode ser assistido na Netflix. Já o livro, encontra-se em pré-venda tanto na Amazon quanto no site da editora Morro Branco.


Emma

Título original: Emma

Indicado ao Oscar nas categorias de figurino e maquiagem e cabelo.

Está aí uma grande surpresa para mim. Tentei ler a obra tão aclamada de Jane Austen e desisti depois da página 10. Logo, fui sem expectativas para o filme, que só assisti mesmo porque está na lista de indicados (e porque minha irmã está no período de gratuidade do Telecine Play). A história da moça irritante que quer casar todos ao seu redor me cativou de uma forma muito peculiar. Fiquei pensando no quanto uma mulher ser segura de si é visto como arrogância, enquanto o mesmo não se aplica a um homem, além de ter ficado extremamente maravilhada por todos os cenários do filme, até mesmo quando o cenário era uma loja de lãs e linhas. Uma história gostosa, perfeita para aqueles dias em que só queremos paz.

O filme pode ser assistido no Telecine Play e o livro pode ser encontrado em suas diversas edições aqui.


O grande Ivan

Título original: The One and Only Ivan

Indicado ao Oscar na categoria de efeitos visuais.

Eu sou dessas que não se emocionam muito com filmes, a não ser que eles envolvam animais. Logo, já cliquei em “reproduzir” com medo de ficar traumatizada. O trauma não veio, ainda bem, mas fui dormir chorando.

O filme conta a história do gorila chamado Ivan, conhecido por ser a atração principal de um circo. Com a chegada de um filhote de elefante para a família circense, Ivan percebe que a vida dentro de uma jaula não é exatamente uma vida plena e, com a ajuda de uma garotinha fofíssima, começa a tomar uma atitude para mudar sua situação e a de seus amigos. O filme é baseado em um livro infantil de mesmo nome da autora Katherine Applegate que, por sua vez, é baseado em uma história real. A parte da história real foi o que me fez ir dormir chorando. Mas não se assuste – o filme também conta com muitos momentos fofos e engraçados. Vale a pena!

O longa pode ser assistido na plataforma Disney+ (dica: clientes Vivo têm 30 dias grátis) e o livro pode ser encontrado aqui.


Rosa e Momo

Título original: La vita davanti a sé

Indicado ao Oscar na categoria de canção original, com a música Io sì. (Escrita por Diane Warren, com versão e interpretação de Laura Pausini).

Eu fiquei sabendo que este filme existia enquanto assistia à premiação do Globo de Ouro porque, de repente, minha italianinha favorita ganhou um prêmio ao qual eu nem sabia que ela estava concorrendo. Fora isso, meu conhecimento sobre a obra era nulo.

Sophia Loren interpreta uma mulher judia sobrevivente do holocausto que se vê “obrigada” a cuidar de um órfão de 12 anos não muito bem encaminhado na vida. O menino faz pequenos trabalhos como traficante de drogas, furta, e é o pré-adolescente mais chato do planeta (o que me fez aplaudir de pé a atuação de Ibrahima Gueye; há tempos não sentia tanta irritação com um personagem quanto senti no começo deste filme). A história pode ser bem previsível a partir daí, mas não deixa de ser emocionante por isso. Desta lista toda, talvez tenha sido o que mais gostei.

Rosa e Momo é uma adaptação do livro A vida pela frente, de Romain Gary, escrito sob o pseudônimo de Émile Ajar. Já tinha visto o livro por aí, mas nunca iria imaginar que o filme tinha algo a ver com ele. Agora vou precisar ler, obviamente.

O filme está disponível na Netflix e o livro pode ser encontrado na Amazon ou na loja da editora Todavia.


Relatos do mundo

Título original: News of the World

Indicado ao Oscar nas categorias de melhor trilha sonora, melhor som, melhor fotografia e melhor design de produção.

Baseado no livro homônimo de Paulette Jiles, o filme conta a história de um veterano de guerra que ganha a vida indo de cidade em cidade lendo as notícias dos jornais para a população. Em uma de suas passagens, o personagem interpretado por Tom Hanks encontra uma criança que não fala a língua dele e que perdeu duas famílias em tão pouco tempo de vida. O veterano, então, faz de sua missão levar a pequena até seus únicos parentes vivos. Acompanhamos a cumplicidade que nasce entre os dois e os obstáculos que têm de enfrentar até chegarem ao seu destino. Apesar de um pouco previsível, não é aquele tipo de previsibilidade ruim, mas sim daquele tipo que torcemos para que aconteça. Um filme amorzinho demais e que reforça algo que não posso dizer para não estragar a experiência de vocês.

O filme também está disponível na Netflix e o livro está em pré-venda na Amazon.

Ufa! Finalmente acabou! Há alguns outros que também são baseados em livros, mas escolhi falar dos meus favoritos para que esta lista não ficasse intoleravelmente gigante. Espero que tenham gostado!

Autor:

Leitora assídua, tradutora, intérprete (sim, são duas coisas diferentes), bookstagrammer, escritora em construção. Hipérbole é meu nome do meio.

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