Rascunho sem título

O texto a seguir foi baseado em uma prompt de uma das minhas lives de escrita na Twitch. Era para ter saído um miniconto, mas acho que escrevi o começo de algo que não sei se quero continuar. Quem quiser ler mesmo assim, aqui está: — Ele morreu para que desse certo, eu não entendo!Continuar lendo “Rascunho sem título”

O clima e os humores

Texto originalmente produzido em uma das minhas lives de escrita na Twitch. Apenas algumas palavras/posições de palavras foram alteradas para a publicação aqui. Prompt: descreva como a temperatura/o clima afeta seu humor. Frio. Milhões de roupas para manter o calor do corpo, meias e pantufas nos pés, cabelos nunca presos, mesmo nos piores dias. OContinuar lendo “O clima e os humores”

A verdade está no quarto

[Conto originalmente escrito como exercício em uma de minhas lives de escrita lá na Twitch. Editado para melhor compreensão (ou não)]. Prompt: Comece o texto com a frase “Ele se manteve completamente parado à medida que os passos ficavam mais altos.” Ele se manteve completamente parado à medida que os passos ficavam mais altos. XingouContinuar lendo “A verdade está no quarto”

O cocô do cavalo do bandido

O cocô do cavalo do bandido voou e foi parar no cérebro da moça que nada tinha a ver com a história. Uma artista em corpo de professora mal paga e completamente desvalorizada em todos os sentidos. E, de pensar tanto em sua impotência, acreditou ser incapaz. Invisível. O sonho era grande e ela estavaContinuar lendo “O cocô do cavalo do bandido”

Uma mente criativa num mundo capitalista

“Me dê atenção, me dê atenção! Você tem que escrever sobre isso AGORA! E, já que está me dando atenção, aproveita e grava aquele vídeo, organiza sua vida pra 2021 e põe no papel todas essas ideias que você me deu.”O trabalho à espera limpa a garganta um pouco alto demais.“Sabe, eu até entendo queContinuar lendo “Uma mente criativa num mundo capitalista”

Dias cinzentos

Dias cinzentos; os mais difíceis de todos. Tecnicamente, nada muda; a rotina é a mesma. Acordar, tomar café, trabalhar; um cinza daqueles que não sabe se quer ser claro ou escuro. O cinza lá fora; o cinza aqui dentro. Tomada por SAD; mas não necessariamente tristeza. Só o desejo de que haja sol; de queContinuar lendo “Dias cinzentos”

A surpresa de não se surpreender

Pego um lápis, o marca-texto, as flags. Abro o livro. Leio duas frases. Marco o uso da palavra naquele lugar específico, me pergunto o que aquilo quer dizer. Leio mais alguns parágrafos, vejo que a cena muda abruptamente. Paro. Volto. Vejo onde exatamente a mudança aconteceu. Vejo que o autor jogou uma pista ali. MarcoContinuar lendo “A surpresa de não se surpreender”

Corrida

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. O indicado é só isso, mas ela não retorna o frasco à posição vertical. Então, o frasco pinga mais uma, duas, três gotas… Ok, já é hora de parar. Ela sente o líquido amargo-adocicado descendo pela garganta antes de subir ao cérebro e se pergunta se, de alguma forma inconsciente,Continuar lendo “Corrida”

Quando tudo acabar*

Quando tudo isso acabarVou morar perto do mar.Talvez NO mar.O chamarei de lar.E só para rimarE antes de estragarOu de eu ficar sem arEsse poema precisa terminar. *Também conhecido como “A pior coisa que já escrevi” ou “Uma criança do primeiro ano escreveria algo assim”. Da série: as vantagens de não se ter leitores.

Just Breathe.

10 gotas de clonazepam. 7 gotas de escitalopram. Seja feliz. Ignore o mundo. Aprenda a ser menos sensível. Lave bem as mãos. Não chore, não está tomando remédio? Pare de cobrar reciprocidade. Feliz daqueles que sabem o que isso significa. Pare de respirar por um momento e veja como se sente. Bem? Preocupante. Preocupante paraContinuar lendo “Just Breathe.”