Luz em meio ao caos

Estamos vivendo em um universo paralelo, isso é um fato. Em algum momento, atravessamos alguma barreira invisível enquanto a Terra girava e acabamos em um lugar onde não pertencemos. Sabe esse monte de gente antivacina e bolsonarista? Então, essas pessoas são parte deste universo novo; as pessoas do nosso mundo ficaram lá no nosso mundoContinuar lendo “Luz em meio ao caos”

Tela azul

Eu não aguento mais tanta gente morrendo. Eu não aguento mais estar 5 dias atrasada nas tarefas (de acordo com meu planner). Eu não aguento mais não aguentar mais e continuar aguentando, como dizia um post que vi ontem no Instagram. O mais triste é saber que não estou sozinha. Geralmente, não estar sozinha éContinuar lendo “Tela azul”

O Globo de Ouro de Gillian Anderson e o que isso tem a ver comigo

Eu comecei este post querendo ser profunda, mas a escrita não estava fluindo. Isso, para mim, é sinal de que estou escrevendo errado, sem coração. O que eu queria falar mesmo era de como meu coração se encheu de ver Gillian Anderson ganhar o segundo Globo de Ouro de sua carreira, de como eu aContinuar lendo “O Globo de Ouro de Gillian Anderson e o que isso tem a ver comigo”

Uma mente criativa num mundo capitalista

“Me dê atenção, me dê atenção! Você tem que escrever sobre isso AGORA! E, já que está me dando atenção, aproveita e grava aquele vídeo, organiza sua vida pra 2021 e põe no papel todas essas ideias que você me deu.”O trabalho à espera limpa a garganta um pouco alto demais.“Sabe, eu até entendo queContinuar lendo “Uma mente criativa num mundo capitalista”

A Doutora humana demais

Será que é possível morrer de ansiedade? E não no sentido figurado, mas no sentido de estar lá, escrito na certidão de óbito: “Causa da morte: ansiedade”? Respira. Para de pensar em morte. Nada é tão grave assim a ponto de você morrer. – pensa ela. Exceto os pensamentos que levam ao coração acelerado, oContinuar lendo “A Doutora humana demais”

A arte do movimento

Às vezes acordamos mesmo desanimados com a vida. Não queremos fazer nada, os projetos que temos parecem, de repente, ter ficado idiotas demais, inúteis demais, ridículos demais. Tem dias em que não queremos sair da cama (se estiver frio, então, aproveitamos até a desculpa de que a gata não quer sair da cama e, porContinuar lendo “A arte do movimento”

A surpresa de não se surpreender

Pego um lápis, o marca-texto, as flags. Abro o livro. Leio duas frases. Marco o uso da palavra naquele lugar específico, me pergunto o que aquilo quer dizer. Leio mais alguns parágrafos, vejo que a cena muda abruptamente. Paro. Volto. Vejo onde exatamente a mudança aconteceu. Vejo que o autor jogou uma pista ali. MarcoContinuar lendo “A surpresa de não se surpreender”

O papo do vovô

Serra serra serra-dô, serra o papo do vovô! E, então, tendo sido virada de ponta cabeça nas pernas dele que me amparavam com tanto cuidado, eu gargalhava. Eram tempos felizes em que o mundo ainda não havia corrompido meus pensamentos, em que eu não sabia exatamente tudo o que tinha se passado na vida dele,Continuar lendo “O papo do vovô”

(A)batimento

Eu quero explodir. Virar uma heterogeneidade de carne que hoje parece homogênea. Dos pés à cabeça, tudo dói. Por dentro, por fora, na parte invisível. Os neurônios. As sinapses não feitas ou feitas em excesso (será que existe isso?), o peito que sacode feito uma bateria de escola de samba, só que sem felicidade. ÉContinuar lendo “(A)batimento”